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29 de Abril de 2011 às 23:59

Abertura desenfreada de correspondentes bancários, uma ameaça para os trabalhadores e clientes

Atualmente, pagamentos em geral (contas de luz, água e telefones, carnês e títulos) e serviços de crédito podem ser realizado em lotéricas, lojas, farmácias e supermercados. Os estabelecimentos, muito conhecidos entre os empregados do sistema financeiro, têm nome e sobrenome: correspondentes bancários. A criação ocorreu em 1999, por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN). Inicialmente, a ideia é que fossem instalados apenas em cidades distantes dos grandes centros urbanos, mais precisamente, localidades sem de agências bancárias. No entanto, com o passar dos anos, o Banco Central começou a exercer o papel de padrinho das instituições financeiras, flexibilizando as regras e as funções dos correspondentes. Desta forma, os estabelecimentos passaram a desempenhar literalmente a função dos bancos. Resultado, ao invés de promover uma política de valorização do trabalhador e do cliente, com mais contratações e abertura de novas agências, as instituições financeiras espertamente passaram a demitir e substituir o trabalho bancário pelo do correspondente. Assim, as empresas economizam com mão de obra e deixam de investir em melhoria nas unidades. Para se ter uma ideia do crescimento, em dezembro de 2007, havia, no Brasil, 95.849 correspondentes. Em dezembro do ano passado, o número já era de 165.228, aumento de 72% em apenas quatro anos. No mesmo período, o número de agências cresceu somente 5%. Hoje, o país tem 19.013 unidades bancárias.



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