20 de Julho de 2012 às 23:59
Ataques a bancos fazem 27 vítimas fatais
A falta de investimento em segurança bancária tem trazido prejuízos irreversíveis. No primeiro semestre deste ano, 27 pessoas foram mortas durante assaltos a bancos. Em média, foram quatro óbitos por mês.
O resultado é 17,4% superior ao mesmo período de 2011, quando foram contabilizados 23 assassinatos, de acordo com pesquisa do movimento sindical.
São Paulo encabeça a lista com 6 casos, seguido da Bahia e Rio de Janeiro, com 4, cada. Mais uma vez, o crime de saidinha bancária teve maior incidência, com 14 mortes em todo o país.
Os clientes foram os que mais sofreram com a falta de vigilância nas agências, 15 vítimas fatais. Em seguida, surgem os vigilantes, com 5, transeuntes e policiais (3, cada um) e bancário (1). Em geral, todas as ocorrências, inclusive as saidinhas, começaram dentro das agências. Por isso, parte da responsabilidade é dos bancos.
O problema, no entanto, é que as empresas desrespeitam até a legislação. Em Salvador, por exemplo, apesar de existir uma norma que exige instalação de biombos e divisória para dificultar a visualização das operações, várias unidades funcionam sem o equipamento.
Além disso, as tarifas de transferência, como DOC, TED e ordens de pagamento, são altas. O consumidor, que já paga inúmeras taxas para utilizar os serviços bancários, muitas vezes, não pode arcar com mais uma, e acaba sacando valores altos, tornando-se alvos para os assaltantes.
Investimento
Enquanto que o lucro das cinco maiores organizações financeiras, que atuam no país, foi de R$ 50,7 bilhões em 2011, o investimento em segurança foi de somente R$ 2,6 bilhões, ou seja, 5,2% dos ganhos.
Fonte: Seeb-Bahia



