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29 de Outubro de 2010 às 22:59

Comissão da OAB contra corrupção defende ex-presidente e repudia reação de Fábio Trad

Nota oficial da Comissão para Acompanhamento das Denúncias de Corrupção em Mato Grosso do Sul, criada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) regional, repudiou o artigo do agora deputado eleito Fábio Trad (PMDB), ex-presidente da Ordem. O político Fábio Trad atacou o também ex-presidente da entidade, Marcelo Barbosa Martins, que num pronunciamento feito uma semana atrás, em Campo Grande, questionou duramente a postura de órgãos como o MPE com relação aos fatos que colocam em xeque a confiança pública nas instituições sul-mato-grossenses. As revelações de suposto esquema de corrupção envolvendo os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário sul-mato-grossenses surgiram a partir de gravações feitas pela Polícia Federal. A verdadeira crise institucional instalada com as denúncias, consideradas "muito graves" pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, já chegou ao CNJ - Conselho Naiconal de Justiça, que promete investigação detalhada em Mato Grosso do Sul. Martins usou como exemplo o fato de que o presidente da Assembleia Legislativa, Jerson Domingos, também peemedebista, teve como financiador da campanha eleitoral o dono do jogo do bicho em MS, Jamil Name. No discurso, Martins sustentou ainda que presidentes do TJ (Tribunal de Justiça) costumam passear no pesqueiro de Jerson Domingos e, “nesta intimidade entre as autoridades dos poderes, nesse clima de confusão entre o que é da seara pública e da privada, são decididas grandes questões, levando-se em conta tão somente interesses escusos”. Fábio Trad não gostou. Sem questionar os fatos denunciados, chamou o texto de Martins de “insepulto” (morto não enterrado), semi-imputável (quase louco) e fétido (catinguento), entre outros adjetivos. Crise Institucional em MS A Comissão para Acompanhamento das Denúncias de Corrupção em Mato Grosso do Sul integra o Fórum MS pela Ética, organização surgida no período eleitoral, logo após circular pela internet um vídeo onde o deputado estadual Ary Rigo, do PSDB, aparece afirmando que dinheiro da Assembleia Legislativa de MS é repartido entre o governador do Estado, André Puccinelli, do PMDB, desembargadores do TJ e o ex-chefe do Ministério Público Estadual, Miguel Vieira. A mobilização de diversos setores da sociedade civil organizada já reúne diversas entidades, como OAB, CNBB, Acrissul, Fetems, ACSPMBM-MS, além de outros sindicatos e organismos. Na nota oficial, a Comissão que luta pela investigação das denúncias de corrupção lamentou a postura de Fábio Trad. "Ao replicar a manifestação promovida pelo também ex-presidente da Ordem e membro desta Comissão, Dr. Marcelo Barbosa Martins, na Sessão do Conselho realizada no dia 22 de outubro de 2010, o Dr. Fábio Trad intenta, numa atitude absolutamente inconsequente e irrefletida, agatanhar a lisura desta Comissão", reclama. Segundo a Ordem, o ex-presidente que foi recentemente eleito deputado federal "praticou um desserviço à sociedade, bem como ao honroso e altivo propósito da OAB, instituição a qual pertence e foi presidente". Leia o repúdio à réplica de Fábio Trad A Comissão para Acompanhamento das Denúncias de Corrupção no MS, envolvendo os Três Poderes em MS, criada pelo Conselho Seccional da OAB/MS, integrada por ex-presidentes e conselheiros estaduais, vem a público manifestar seu profundo lamento e veemente repúdio às desafortunadas referências feitas a esta Comissão, na nota divulgada na imprensa local pelo ex-presidente Fábio Ricardo Trad. Ao replicar a manifestação promovida pelo também ex-presidente da Ordem e membro desta Comissão, Dr. Marcelo Barbosa Martins, na Sessão do Conselho realizada no dia 22 de outubro de 2010, o Dr. Fábio Trad intenta, numa atitude absolutamente inconsequente e irrefletida, agatanhar a lisura desta Comissão. Pratica, com isto, na verdade, um desserviço à sociedade, bem como ao honroso e altivo propósito da OAB, instituição a qual pertence e foi presidente, agravando igualmente o papel das demais entidades que se postaram a favor da ética e contra a prática da corrupção que toma de assalto nosso Estado. Esta Comissão esclarece a toda a população e, em especial, à classe dos advogados, que permanecerá firmemente resoluta, conjuntamente com o FÓRUM MS PELA ÉTICA, em seu propósito desassombrado de cobrar firmemente das autoridades constituídas a apuração e a punição dos eventuais envolvidos nas denúncias de corrupção, não havendo indulgências, respaldo ou prestígio àqueles apontados como culpados. Campo Grande, 28 de outubro de 2010 Comissão para Acompanhamento das Denúncias de Corrupção no MS Fonte: Midiamax Campo Grande



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