5 de Outubro de 2011 às 23:59
Funcionários dos Correios rejeitam acordo e greve é mantida
O acordo fechado por representantes dos funcionários e a direção dos Correios foi rejeitado pela maioria dos trabalhadores em assembleias realizadas nesta quarta-feira (5), dando continuidade à greve de mais de 20 dias que já impediu 136 milhões de correspondências de chegaram a seus destinos no prazo correto.
Mais de 20 dos 35 sindicatos ligados à Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas dos Correios e Similares) já recusaram a oferta, segundo informações da organização. O acordo precisava ser aprovado por ao menos 18 dos 35 para ser colocado em prática.
Trabalhadores de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Acre, Sergipe, Espírito Santo, Mato Grosso, Paraíba, Bahia, Amazonas, Rio de Janeiro e Distrito Federal já rejeitaram a proposta.
Segundo o acordo, os grevistas voltariam ao trabalho na próxima quinta-feira (6) e receberiam os salários atrasados na segunda-feira. Com a rejeição, representantes da federação voltarão ao TST na próxima segunda-feira (10) para tentar um novo acordo com a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) .
"A greve continua, o movimento rejeitou a proposta por ampla maioria e agora é esperar a segunda-feira", disse secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.
"A greve continua, o movimento rejeitou a proposta por ampla maioria e agora é esperar a segunda-feira", disse secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva.
Pelos termos da negociação, a ECT anteciparia de janeiro para este mês o aumento real de R$ 80 sobre o piso salarial de R$ 807 e dividiria em 12 parcelas o desconto de seis dias de trabalho não realizados. A Fentect abriu mão desse reajuste a partir de agosto e, com horas extras, iria repor 15 dias de paralisação.
Os trabalhadores buscam aumento de R$ 200, reposição da inflação de 7,16%, elevação do piso salarial de R$ 807 para R$ 1.635 e a contratação imediata dos aprovados no último concurso público. A ECT ofereceu aumento de R$ 80, reajuste de salários e benefícios em quase 7% e abono de R$ 500.
Os Correios estimam que 23% dos 107 mil funcionários estejam em greve atualmente. Já o sindicato fala em cerca de 70%.
Ainda segundo o acordo, dos 21 dias de paralisação, 15 seriam compensados com trabalho aos fins de semana --a partir dos próximos dia 8 e 9 de outubro até maio do ano que vem. Os outros seis dias seriam descontados dos pagamentos dos funcionários ao longo dos 12 meses de 2012.
Fonte: Portal Uol, por Maurício Savarese



