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28 de Setembro de 2011 às 23:59

Greve chega a 6.248 agências com alta adesão dos bancários em todo o país

Diante da intransigência da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e também do governo no processo negocial, os bancários de todo o país, inclusive de Dourados e Região, mantêm a greve, que entra no terceiro dia nesta quinta-feira (29/09). Em Dourados, Fátima do Sul, Deodápolis, Caarapó, Itaporã, Maracajú e Juti a paralisação atingiu 100% das agências. Além de paralisação parcial em Glória de Dourados (BB) e Rio Brilhante (BB). Nesta quinta-feira a meta dos bancários é ampliar o movimento, atingindo as cidades de Douradina, Nova Alvorada do Sul, Jatei e Vicentina, atingindo assim, 100% de paralisação na base territorial do Sindicato.
Em todo o país foram 6.248 agências fechados no segundo dia da greve, com aumento de 2.057 agências em relação ao primeiro dia, onde foram fechadas 4.191 unidades.
Mobilização na base  
Têm sido grande a disposição e mobilização dos trabalhadores para aderir a paralisação, com vários companheiros da base ligando e pedindo o material para iniciar o movimento na sua cidade.
Para Carlos Longo, funcionário do Banco do Brasil e vice-presidente do sindicato, “tá bonito de ser ver a disposição dos companheiros, que tem garantido a paralisação, às vezes até mesmo sem a presença do sindicato, o que demonstra o poder e a força da nossa categoria”. O sindicato têm se organizado no sentido de enviar seus diretores as cidades da base para ajudar na mobilização.
“Não temos um número suficiente de diretores para estar ao mesmo tempo em toda a base, por isso é fundamental que os companheiros continuem se esforçando no sentido de segurar a greve em todos os municípios, o que está acontecendo com naturalidade e nos dando força para segurar 100% em Dourados”, finalizou Carlos Longo.
Negociações
A paralisação aconteceu depois da cara de pau da Fenaban de oferecer reajuste salarial de apenas 8%, ou seja, 0,56% de aumento real. O índice mal corrige a inflação do período. Sem falar nas outras propostas, todas completamente ignoradas, até as de interesse nacional.
Os bancários querem reajuste de 12,8% (correspondente a inflação mais 5% aumento real), maior PLR (Participação nos Lucros e Resultados), ampliação das contratações, fim das terceirizações e das metas, combate ao assédio moral, segurança, redução dos juros e das tarifas, entre outros.
Fonte: Seeb-Dourados, por Joacir Rodrigues



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