8 de Outubro de 2011 às 23:59
Greve dos Bancários paralisa 100% das agências de Dourados e Região
A greve nacional dos bancários completou 12 dias nesta quinta-feira, (06). O movimento cresceu e paralisou 8.951 agências e vários centros administrativos de bancos públicos e privados em todos os 26 estados e Distrito Federal. Desde o nono dia de greve o número de agências já fechadas já superavam o pico da greve de 2010.
Na base do Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, mesmo com liminar de interdito, no Bradesco em Dourados e Fátima do Sul, a greve, nesta quinta-feira, atingiu 100% das 45 agências e 01 Gerat do Banco do Brasil, nos 13 municípios que compõe a base territorial do sindicato de Dourados.
Segundo Raul Verão, presidente do sindicato, “A última agência a aderir o movimento e fechar as suas portas no décimo dia de paralisação foi a do Bradesco de Glória de Dourados”. O fechamento de 100% da base de Dourados é inédito. Mesmo o sindicato tendo histórico de mobilização e forte adesão da categoria em todas as greves ao longo do tempo, nunca o movimento tinha chegado a 100% em todos os municípios.
“Essa é a prova intrínseca e inequívoca de que a categoria não está satisfeita com a postura de truculência e intransigência dos banqueiros. Não estamos e nem vamos ficar passivos diante do descaso e da falta de respeito de nossos patrões, os bancários vão persistir e ampliar a paralisação, em todo o país, até que a Fenaban apresente uma proposta descente à categoria”. Finalisou o presidente.
Em 12 dias de paralisação já é a maior greve dos últimos em 20 anos
A indignação da categoria cresce a cada dia. A greve desde o seu nono dia já superou a do ano passado. Nesta sexta o número de agências fechadas chegou a 8.951 em todo o país.
“Trata-se da maior paralisação da categoria nos últimos 20 anos, superando o pico da greve de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país”, avalia Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários. “A culpa pela greve é dos bancos, que permanecem em silêncio, recusando-se a retomar o diálogo com o Comando Nacional e apresentar uma proposta decente com avanços econômicos e sociais”, destaca Carlos Cordeiro.
A Fenaban ainda não respondeu à carta enviada na terça-feira (4) pela Contraf-CUT cobrando a retomada das negociações. “Vamos despertar os banqueiros ampliando ainda mais a greve, a fim de que tragam uma proposta à altura dos lucros estrondosos de R$ 27,4 bilhões que acumularam somente no primeiro semestre deste ano”, destaca Cordeiro.
Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta rebaixada de reajuste de apenas 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.
Sindicato apóia a greve dos Correios
Os trabalhadores dos correios, assim como os bancários, travam uma verdadeira batalha, na luta por melhores salários e, principalmente, condições de trabalho. Em ambos os casos, as propostas apresentadas até agora são abusivas e não atendem nem de longe e por mínimo que seja as reivindicações das categorias.
O Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, já emitiu nota pública de apoio a greve dos companheiros do Correios e reforça, mais uma vez, o seu irrestrito apoio, ressaltando a importância da união de ambas as categorias em busca de condições dignas de trabalho.
Mais uma vez lamentamos a insensibilidade do governo federal, através da direção dos Correios, que prefere apelar aos tribunais a resolver o impasse na mesa de negociação.
Fonte: Seeb-Dourados, por Joacir Rodrigues



