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11 de Fevereiro de 2026 às 10:30

O Brasil, paraíso dos banqueiros

A lucratividade do sistema financeiro no Brasil chega a ser indecente. Principalmente quando se compara ao número de demissões e fechamento de agências

No Brasil dos banqueiros, o lucro vem antes de qualquer compromisso social. Enquanto engordavam os cofres (R$ 87,1 bilhões no último ano), Bradesco, Itaú e Santander elevaram juros e tarifas, encareceram o crédito, promoveram demissões em massa e fecharam agências. É um país que concentra renda no topo e transfere os custos para quem vive do próprio trabalho. Um modelo que não gera desenvolvimento e aprofunda a desigualdade.

A lucratividade do sistema financeiro no Brasil chega a ser indecente. Principalmente quando se compara ao número de demissões e fechamento de agências. Ano passado, Itaú, Bradesco e Santander registraram lucro acumulado de R$ 87,1 bilhões. O resultado é 16,4% superior ao obtido EM 2024, quando totalizou R$ 76,8 bilhões.

O Itaú, maior banco em operação no país, lucrou R$ 46,8 bilhões. A coisa é tão exagerada, que os ganhos superaram os do Bradesco e Santander, juntos. Apesar da grandeza dos números, a empresa fechou 3.535 vagas em 12 meses, 916 apenas no último trimestre. Em igual período, 319 agências físicas tiveram as atividades encerradas.

O Bradesco viu o lucro crescer 26,1% em relação a 2024 e chegar a R$ 24,6 bilhões. Mas, as cifras têm um custo: o emprego do trabalhador. Em 12 meses, o banco eliminou 1.927 postos de trabalho, e fechou 296 agências, 1.098 postos de atendimento e 4 unidades de negócios.

Já o Santander obteve lucro de R$ 15,6 bilhões, crescimento de 12,6%. Em 12 meses, a holding cortou 5.985 vagas, 2.086 só no último trimestre. A rede física também encolheu com o encerramento de 579 pontos de atendimento, incluindo lojas e PABs. O número de agências físicas caiu de 2.430 em dezembro de 2024 para 1.695 no mesmo mês do ano passado, redução de 735 unidades.



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