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1 de Outubro de 2024 às 09:34

O preço do etarismo no Dia Nacional do Idoso

No Brasil e em muitos países ocidentais, estamos apenas começando a reconhecer o valor desta sabedoria

O Dia Nacional do Idoso, comemorado nesta terça-feira (01), remete às profundas consequências do etarismo no mercado de trabalho e na cultura. No Brasil, a discriminação contra trabalhadores com mais de 40 anos já atingiu 70% desta população, gerando exclusão e baixa autoestima.

O verdadeiro impacto vai além do pessoal: é um desperdício de conhecimento e experiência. Profissionais mais velhos, que poderiam ser mentores e guias, são frequentemente descartados, o que empobrece as empresas e toda a sociedade.

Enquanto isto, a Europa vem adotando políticas progressistas para enfrentar este preconceito. Profissões que exigem maior capacidade intelectual, como educação, advocacia e pesquisa, são mais inclusivas para trabalhadores idosos, valorizando a experiência e conhecimentos acumulados ao longo dos anos.

Em países como Alemanha e Itália, cargos de gestão e consultoria são ocupados com frequência por pessoas acima de 55 anos, especialmente em grandes empresas onde a progressão de carreira é mais lenta.

Culturalmente, sociedades tradicionais como as do Japão valorizam profundamente os idosos, refletindo a ideia de que o conhecimento vem com a idade. Na Grécia Antiga, os mais velhos eram considerados sábios, e sua influência era respeitada em conselhos e decisões importantes. No Brasil e em muitos países ocidentais, estamos apenas começando a reconhecer o valor desta sabedoria, e é crucial que se repense o papel dos mais velhos no trabalho e na sociedade.

Fonte: Seeb-Bahia - Por Camilly Oliveira



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