14 de Outubro de 2011 às 23:59
Sâo Paulo teve mais de 2 ataques por dia a caixas eletrônicos em 2011

A polícia registrou em 2011 mais de dois ataques por dia a caixas eletrônicos em todo o Estado de São Paulo. De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), foram 727 ocorrências do tipo nos primeiros nove meses do ano, com pico nos meses de fevereiro e março, que concentraram mais de um terço dos ataques.
No balanço geral, a capital concentrou 30,7% (223) de todos os ataques no Estado. No entanto, essa relação diminui se levados em conta apenas os últimos meses. Em agosto, a capital teve 16 ocorrências (16%), e em setembro, apenas três (6%).
De acordo com o coronel Wagner César, coordenador operacional da Polícia Militar, a queda se deu por causa de ações localizadas da polícia, que se focou na capital a partir de maio. "Nessa época, os crimes contra caixas eletrônicos praticamente acabaram na capital. Mas aí as quadrilhas migraram para o interior", afirmou.
Neste ano, no interior de São Paulo houve 333 ataques a caixas eletrônicos até setembro, mais de um por dia. O pico dos atentados, segundo o coronel, foi entre os meses de julho e agosto, decorrente da "migração" dos criminosos. Em agosto, a polícia reforçou o efetivo nas regiões mais visadas pelos bandidos, como Santos, Campinas e Piracicaba, e o índice de ocorrências caiu de 65, em agosto, para 38, em setembro.
Ao mesmo tempo em que a polícia voltava a atenção para o interior, as investigações do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic) conseguiram desmantelar diversos bandos especializados. "A maioria das grandes quadrilhas foi presa", disse César. Segundo ele, a maioria dos ataques passou a ser feita por amadores, porque o roubo a caixas eletrônicos "virou crime da moda".
É esse amadorismo que explica, segundo o coronel, a queda na eficiência dos ataques. De janeiro a abril deste ano, 73,6% dos ataques foram consumados e em 26,4% deles os criminosos conseguiram levar o dinheiro. No entanto, de maio a setembro, as tentativas fracassadas de abertura dos caixas para retirada do dinheiro passaram a ser maioria: 59,1% dos ataques não chegaram a ser consumados.
Até o fim deste mês, a Polícia Militar deverá apresentar à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) um levantamento detalhado relacionando os locais mais perigosos e vulneráveis a ataques em municípios de todo o Estado. As informações, segundo o coronel, serão apenas sugestões para a entidade orientar os bancos quanto aos locais menos recomendados para se instalar terminais eletrônicos. "Eles podem remover ou trocar de lugar, são apenas sugestões", disse. Segundo César, a maioria dos bancos não consulta a polícia antes de construir agências ou instalar equipamentos de autoatendimento.
Fonte: Portal Terra



