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7 de Outubro de 2026 às 14:40

Sindicato protocola pedido de fiscalização da Lei das Portas de Segurança em Douradina

Entidade solicita fiscalização da Prefeitura para cumprimento da legislação após constatar que nova agência do Banco do Brasil funciona em desacordo com a lei municipal

O Sindicato dos Bancários e Trabalhadores do Ramo Financeiro de Dourados e Região/MS protocolou nesta quarta-feira (7) junto à Prefeitura de Douradina um pedido de fiscalização para verificar o descumprimento da Lei Municipal nº 619/2026, que estabelece a obrigatoriedade da instalação de portas de segurança com detector de metais nas agências bancárias do município.

O documento foi entregue pelo presidente do Sindicato, Janes Estigarribia, pelo diretor jurídico, João Grandão, e pelo representante da FETEC-CUT/CN e também diretor do Sindicato, Edegar Alves Martins. O protocolo foi recebido pelo secretário municipal de Administração, Osmir Marques.

No documento (veja aqui), a entidade solicita que o município, por meio do órgão competente, realize a fiscalização na nova agência do Banco do Brasil e, caso seja confirmada a irregularidade, adote as providências e penalidades previstas na própria legislação.

A iniciativa ocorre depois que o Sindicato constatou que a nova agência já está em funcionamento sem atender ao que determina a lei municipal. Segundo a entidade, a porta de segurança com detector de metais foi instalada em local que protege apenas o setor dos caixas, deixando os demais funcionários, clientes e usuários expostos.

A situação preocupa o Sindicato porque a legislação foi justamente construída para garantir proteção integral dentro das agências bancárias, e não apenas em determinados setores.

Lei nasceu de articulação do Sindicato

A criação da legislação em Douradina é resultado da atuação direta do Sindicato junto à prefeita Nair Brant e aos vereadores do município. Em junho, a entidade alertou para o problema durante a análise do projeto da nova agência do Banco do Brasil e procurou a Prefeitura para defender uma legislação que garantisse a instalação da porta de segurança em local adequado. A prefeita acolheu a reivindicação e encaminhou o projeto à Câmara Municipal.

O projeto foi aprovado por unanimidade pelos vereadores em 12 de agosto e a Lei Municipal foi publicada em 26 de agosto. A legislação determina que a porta de segurança seja instalada na entrada da agência, garantindo proteção aos trabalhadores e às pessoas que utilizam os serviços bancários.

Mesmo antes da aprovação da lei, o Sindicato já havia procurado o Banco do Brasil durante a construção do novo prédio para alertar que a porta deveria ser instalada na entrada da agência. A entidade argumentou que deixar o equipamento somente no setor dos caixas não garantiria a segurança de todos.

O banco, entretanto, manteve o projeto original. Agora, com a lei em vigor, o Sindicato cobra que a instituição faça a adequação necessária.

Para o presidente do Sindicato, Janes Estigarribia, a entidade não poderia deixar de cobrar o cumprimento da legislação depois de todo o processo de construção da lei.

“Nós fizemos a nossa parte, dialogamos com a Prefeitura, com a Câmara de Vereadores e também alertamos o Banco do Brasil ainda durante a construção da agência. A lei foi aprovada por unanimidade justamente porque existe uma preocupação comum com a segurança dos trabalhadores, dos clientes e de toda a população. Agora é preciso que ela seja cumprida. Segurança não pode ser pela metade e não pode depender da vontade do banco.”

O diretor jurídico João Grandão reforça que a legislação municipal dá ao Executivo a responsabilidade de fiscalizar e aplicar as medidas cabíveis diante de eventual descumprimento.

“O Sindicato não está pedindo nenhum privilégio para os bancários. Estamos cobrando o cumprimento de uma lei que foi construída justamente para proteger todos que entram em uma agência bancária. Se existe uma legislação aprovada e em vigor, ela precisa ser respeitada. O município tem a prerrogativa de fiscalizar e, constatada a irregularidade, adotar as providências previstas na própria lei.”

Sindicato já atua em outros municípios

A atuação em Douradina faz parte de uma mobilização mais ampla do Sindicato pela segurança bancária. Em março deste ano, a entidade esteve em Caarapó e protocolou junto à Câmara Municipal pedido para a criação de uma legislação que obrigasse a instalação das portas de segurança nas agências. A iniciativa também surgiu após o Banco do Brasil projetar a instalação do equipamento somente no acesso aos caixas, deixando outras áreas vulneráveis.

Antes disso, dirigentes do Sindicato já haviam levado a preocupação à Superintendência Estadual do Banco do Brasil, em Campo Grande, cobrando a alteração do projeto da agência de Caarapó. O Sindicato alertou que a proteção restrita ao setor dos caixas deixaria funcionários e clientes expostos.

Em Itaporã, a atuação da entidade também tem histórico. A legislação municipal que determina a instalação de portas de segurança nas agências bancárias já existe há anos, mas o Sindicato acompanhou e cobrou seu cumprimento diante da resistência de instituição financeira em adequar sua agência. Em publicação do Sindicato, a entidade relatou inclusive que a Prefeitura havia notificado o banco pelo descumprimento da legislação.

Busca por uma lei estadual

A defesa da segurança bancária também chegou à Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. No dia 8 de julho, representantes dos Sindicatos dos Bancários de Dourados, Campo Grande e Ponta Porã entregaram ao deputado estadual Zeca do PT um documento propondo a criação de uma lei estadual de segurança bancária.

Entre os pontos defendidos está justamente a obrigatoriedade das portas de segurança com detectores de metais nas agências de todo o Estado. Na ocasião, João Grandão destacou que, diante da ausência de uma legislação federal específica, a regulamentação municipal ou estadual é necessária. O dirigente lembrou ainda que a obrigatoriedade das portas já havia sido conquistada em três municípios. Edegar Alves Martins também participou da reunião com o parlamentar.

Para o Sindicato, a segurança bancária deve ser tratada como prioridade e de forma abrangente. A instalação correta das portas de segurança não representa apenas uma proteção aos trabalhadores, mas também aos clientes, usuários e demais pessoas que circulam pelas agências.

Com o protocolo realizado nesta quarta-feira (07), a entidade espera que a Prefeitura de Douradina cumpra seu papel fiscalizador e faça valer a legislação aprovada pelo município, garantindo que a nova agência do Banco do Brasil esteja adequada às normas de segurança.

Redação: SEEB-Dourados e Região/MS

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