Notícias

25 de Agosto de 2011 às 23:59

Taxa de desemprego é a menor para julho desde 2002, diz IBGE

O desemprego brasileiro diminuiu em julho, registrando a menor taxa para esse mês desde o início da série histórica, em 2002. Apesar disso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ressaltou que com a economia doméstica menos aquecida, a redução na taxa se dá de forma gradual e ainda não encontrou o seu momento de inflexão, que é caracterizado por uma queda pronunciada. A taxa ficou em 6% em julho, ante 6,2% em junho, informou o IBGE nesta quinta-feira. Foi também a menor taxa mensal desde dezembro. Economistas consultados pela Reuters projetavam estabilidade em 6,2%.
"O mercado de trabalho ainda não se aqueceu significativamente para atender a procura e a demanda de desempregados. O movimento se dá a passos lentos", disse o coordenador do IBGE Cimar Azeredo. "A desocupação só vai ceder quando gerar postos de forma significativa, e parece que o mercado não está aquecido. As empresas não estão num processo de expansão que é normal nessa época. Normalmente, elas começam a se preparar para uma produção e um escoamento dela no segundo semestre, mas isso não aconteceu", completou.
Apesar do ritmo lento, os números do mercado do trabalho ainda bastante favoráveis, ressaltou. A taxa média de desemprego neste ano está até julho em 6,3%, contra 7,3% no mesmo período de 2010. "Como a tendência do segundo semestre é de taxas cada vez menores , mesmo que essa redução não seja significativa, a tendência é que a taxa média esse ano seja menor que em 2010", afirmou Azeredo.
Outro dado relevante foi o aumento forte na contratação de empregados com carteira de trabalho assinada, com alta de 1,2% mês a mês, puxada por São Paulo. O número de trabalhadores ocupados em julho totalizou 22,476 milhões de pessoas, alta de 0,4% sobre junho e de 2,1% ante julho de 2010. Os desocupados somaram 1,444 milhão de pessoas, queda mês a mês de 2,1% e recuo anual de 12,1%.
O rendimento médio real do trabalhador ficou em R$ 1.612,90, maior valor para um mês de julho desde 2002, registrando alta de 2,2% contra junho e de 4% ano a ano. "O poder de compra está mantido e isso é bom para o consumo."
O número menos positivo do relatório de emprego veio da indústria. O setor reduziu o quadro de empregados em 1,3%. Muitos indústrias brasileiros tem reclamado do dólar baixo e da entrada no país de produtos importados a preços baixos.
Fonte: Portal Terra



Sindicato dos Bancários de Dourados e Região - MS

Rua Olinda Pires de Almeida, 2450 Telefone 0xx67 - 3422 4884