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21 de Dezembro de 2010 às 22:59

Trabalhadores firmes na luta contra arrocho salarial

A velha frase do humorista Chico Anysio, da Escolinha do Professor Raimundo, “E o salário ó” nunca foi tão oportuna. Enquanto deputados e senadores se auto beneficiam com aumento salarial de 61,8% na calada da noite, o governo, que em 2011 vai gastar nada menos do que R$ 1,96 bilhão com o reajuste que eleva para R$ 26,7 mil o rendimento dos parlamentares, oferece apenas R$ 540,00 para as pessoas que têm de suar de segunda a sábado, e às vezes domingo. Diante do cenário desolador e frustrante, só resta uma alternativa aos milhares de trabalhadores que dependem do salário mínimo para sobreviver. Ampliar a mobilização por um aumento digno. Os empregados de todo o país querem que a política de valorização do salário mínimo seja respeitada e o aumento seja de R$ 580,00, como defendido pelas principais entidades do país, a exemplo da CUT (Central Única dos Trabalhadores). O salário mínimo é, hoje, o principal instrumento de distribuição de renda no país e beneficia diretamente cerca de 49 milhões de brasileiros.



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